Estado do RJ tem a segunda pior cobertura vacinal do Brasil

SES/RJ planeja programa pela ampliação da vacinação no estado

Segundo o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), o estado do Rio de janeiro apresenta índices de cobertura vacinais muito baixos em relação aos demais estados da federação. A prevenção dos casos graves de tuberculose, que pode ser prevenida com a vacina BCG, por exemplo, atingiu cobertura de apenas 76% ano passado. A meta do Ministério da Saúde seria de 90% dos bebês vacinados. O percentual fluminense só foi maior que o do Espírito Santo, onde somente 63% dos bebês foram vacinados.

O estado do Rio também tem a segunda menor cobertura vacinal contra a poliomielite do país, e ocupa essa mesma posição em relação à cobertura da vacina pentavalente, que previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b.

De acordo com o secretário de estado de saúde, Luiz Antonio de Souza Teixeira Junior, Dr. Luizinho, um pacto para fortalecer a imunização e reduzir o número de casos de tuberculose foi firmado. Em reunião com representantes da Organização Pan-Americana da Saúde – Opas, Dr. Luizinho anunciou a ampliação do horário de funcionamento dos postos de vacinação e a criação de unidades que operem de segunda a domingo, das 8h às 20h. O secretário também levará uma proposta para que, a partir de 2024, os municípios que não atingirem os índices de vacinação não terão repasse de recursos do estado.

“Os nossos índices de vacinação são muito baixos, por isso precisamos fazer um esforço enorme para superar essa dificuldade. Atualmente, o estado do Rio de Janeiro é o segundo pior em cobertura vacinal na federação“, disse o secretário.

Reunião da SES/RJ com o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde/OMS, Jarbas Barbosa da Silva. (Foto: Mauricio Bazilio)

Estudo da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde aponta as causas da baixa cobertura

A Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES/RJ elaborou estudo que aponta as principais causas da baixa cobertura vacinal de crianças e adultos no RJ. Segundo a Subvaps, o desinteresse por parte dos responsáveis pelas crianças em idade de serem vacinadas, além de outros problemas que interferem nos registros das vacinas junto ao sistema, que incluem as constantes atualizações do sistema de informatização do governo federal, a lentidão da internet nas prefeituras, a falta ou alta rotatividade de funcionários, a ausência ou defasagem de softwares, o desconhecimento do sistema de informação e a centralização dos registros. A dificuldade no acesso aos postos de vacinação e a frágil comunicação social completam o quadro de possíveis causas da defasagem na aplicação dos imunizantes.

O Ministério da Saúde do Brasil recomenda que a cobertura vacinal ideal para todas as vacinas seja de 95% da população alvo.

Soluções para melhorar a cobertura vacinal

– Além do apoio às prefeituras para acelerar a informatização das salas de vacinas e campanhas de mobilização para a população a cumprir integralmente o calendário de vacinação de rotina e da tuberculose, as ações desenvolvidas pela SES-RJ para superar o panorama atual da baixa cobertura vacinal envolvem ainda:

– Discussão junto ao MS para promover melhorias nos sistemas de informações oficiais e terceirizados;

– Avaliação de estratégias para contratação de funcionários para a Atenção Primária em Saúde; Promoção de articulação com as escolas;

– Realizar ações de vacinação extramuros;

– Realizar busca ativa de faltosos e de não vacinados com os ACS (agentes comunitários de saúde);

– Promover oficinas para esclarecimento de dúvidas da população sobre a importância da vacinação;

– Estimular os municípios a ampliar o horário de funcionamento nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS);

– Promover ampla divulgação das ações de vacinação na mídia;

– Realizar capacitação contínua das equipes de vacinação;

– Realizar aquisição de equipamentos de informática;

– Realizar qualificação do registro de vacinados;

– Realizar parceria com os demais dispositivos públicos (intersetorialidade) – Universidades, Sociedade, Conselhos, Fiocruz;

– Realizar Campanhas de vacinação conforme cenário epidemiológico vigente.

Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ

Com informações Agência Brasil e SES/RJ

Deixe uma resposta