No dia 1º de agosto, o mundo celebrou o Dia Mundial da Amamentação, uma data que destaca a importância do leite materno como a principal e mais completa forma de alimentação para os bebês. Este ano, a campanha tem como foco a conscientização sobre os benefícios do aleitamento materno, que não apenas garante a saúde e o desenvolvimento das crianças, mas também fortalece o vínculo emocional entre mães e filhos.
O leite materno é uma fonte natural de proteção contra diversas doenças, sendo recomendado que as crianças sejam amamentadas até os dois anos de idade. Além de ser de fácil digestão, a amamentação traz benefícios significativos para as mães, ajudando na recuperação pós-parto e reduzindo o risco de doenças como diabetes.
A data foi criada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA) em 1992, em decorrência da primeira Semana Mundial do Aleitamento Materno, realizada em Nova Iorque. Desde então, eventos têm sido promovidos em 120 países, incluindo ações no Brasil, de 1 a 7 de agosto, com o objetivo de promover a amamentação.

Em uma ação inovadora, a Lei que institui o selo “Empresa Amiga da Amamentação” foi sancionada, visando incentivar as empresas a apoiar as lactantes. Para receber o selo, as empresas devem cumprir requisitos como garantir locais adequados para amamentação e realizar campanhas internas sobre a importância do aleitamento.
O Ministério da Saúde também lançou a Campanha da Semana Mundial da Amamentação 2024, com o tema “Amamentação, apoie em todas as situações”, destacando a importância de garantir o direito à amamentação, especialmente para lactantes em situações de vulnerabilidade. Em 2023, mais de 1,6 milhão de mulheres foram atendidas no Brasil, com mais de 113 mil atendimentos no Rio de Janeiro.
Além disso, o governo federal está desenvolvendo um novo Programa Nacional de Promoção, Proteção e Apoio à Amamentação, que visa fortalecer ações em todo o país e incentivar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida.
A expectativa é que, até 2030, 70% das crianças com menos de seis meses sejam amamentadas exclusivamente, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde. A amamentação é reconhecida como a forma mais eficaz de proteção à saúde infantil, contribuindo para a redução da morbimortalidade e trazendo benefícios significativos para a saúde da mulher.
Neste mês de agosto, o Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro se une a essa importante causa, promovendo ações de conscientização e apoio à amamentação, reafirmando o compromisso com a saúde e bem-estar das mães e seus bebês.
Guia traz informações sobre a prática do aleitamento materno
O guia “Aleitamento Materno Inclusivo”, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aborda orientações e diretrizes sobre a prática do aleitamento materno, com foco na inclusão de pessoas com deficiência e em situações vulneráveis. O documento enfatiza a importância do aleitamento materno para a saúde do bebê e da mãe, destacando que todo recém-nascido tem o direito de ser amamentado, independentemente de suas condições de saúde.
Além disso, o material apresenta estratégias como a translactação, que é uma técnica para alimentar bebês que não conseguem sugar efetivamente, e discute a necessidade de desenvolver equipamentos e métodos que garantam a inclusão de todas as mães e bebês no processo de amamentação. O documento também sugere iniciativas para qualificação de trabalhadores da saúde e a importância de garantir a participação de pessoas com deficiência nas práticas de aleitamento materno.
Este guia visa promover o aleitamento materno inclusivo, abordando tanto aspectos práticos quanto a formação de profissionais de saúde para melhor atender a essa população.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
Com informações, Comissão Temática de Saúde da Mulher do CES/RJ.